«

»

jun 08

Transformando capim em energia

Compartilhe...Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someoneShare on TumblrShare on LinkedIn

Originário na África e inicialmente implantado no Brasil como fonte de alimento para o gado, o capimelefante (Pennisetum purpureum) surge como utilidade em um novo campo de pesquisa: como fonte sustentável de energia!

Mas o que é energia sustentável?! É aquela que possui um ciclo equilibrado de produção e consumo, ou seja, seu uso é mais lento, permitindo que nesse tempo a natureza seja capaz de “repor” o que foi gasto. É um tipo de energia que leva em conta fatores ambientais, diminuindo o máximo possível os riscos causados aos recursos naturais e, assim, mantendo a existência destes para as gerações futuras.

Capimelefante, um tipo de gramínea perene, pode atingir até 5m de altura, possuindo em seu topo uma inflorescência de cerca de 15cm. Seu ingresso neste novo campo se deve principalmente em possuir rápido crescimento e alta produção de biomassa vegetal, além de contribuir eficientemente para o aumento de matéria orgânica no solo. Outro ponto positivo ao seu uso, também está relacionado ao seu metabolismo fotossintético C4, o qual contribui para uma maior eficiência no acúmulo de matéria seca e uma melhor assimilação de energia solar, aumentando a quantidade de biomassa produzida durante a fotossíntese.

Todo o processo é facilitado pelo cultivo simples do capim, o que desperta ainda mais interesse das indústrias. A espécie necessita de áreas pequenas para plantio, podendo ser instaladas até mesmo nos intermédios das indústrias, diminuindo gastos com transporte; pode ser plantada em solos pobres em nutrientes; é capaz de recuperar solos degradados; e possui alta produtividade.

Porém, pesquisadores citam a importância de mais estudos na área, alertando que deve-se conhecer bem as condições do uso do capimelefante como fonte
de energia. São necessários projetos-piloto que visem o estabelecimento de todas as maneiras de manejo e práticas de colheita e pós-colheita, para evitar
perda de matéria-prima. O capimelefante demonstra grande potencial em tal finalidade, uma geração de energia sustentável e que diminui a degradação do do meio ambiente, pontos positivos que devem ser levados em conta pelas indústrias. Proteger a natureza, e garantir a existência dos recursos naturais além de nosso dever, também é nossa obrigação.

Rosana Mesquita Alves, graduanda do curso de Ciência Biológicas da Universidade Federal de Viçosa, Campus Rio Paranaíba MG.

Deixe uma resposta