«

»

jul 16

Abelhas: Manejo, importâncias econômicas e ecológicas

Compartilhe...Tweet about this on TwitterShare on FacebookShare on Google+Email this to someoneShare on TumblrShare on LinkedIn

Na natureza, todos os seres vivos possuem seu papel e importância para o ecossistema. Isso não é diferente quando se trata das abelhas. Esses organismos pertencem a ordem Hymenoptera, a qual inclui formigas, vespas e abelhas, extremamente abundantes em diversos ambientes.

Estes insetos são caracterizados por formarem colônias e apresentarem complexas estruturas sociais, nas quais as abelhas são divididas em castas. A dieta no estágio larval, o tamanho das células e o óvulo não fecundado são fatores determinantes da casta que a abelha irá pertencer: operária, zangão ou rainha.

Os zangões são abelhas-macho que nascem de ovos não fecundados a partir da partenogênese, enquanto as operárias são fêmeas oriundas de ovos fecundados, elas são responsáveis pela manutenção da colônia. As rainhas por sua vez, produzem novos indivíduos e, normalmente são as maiores da colônia, por conta do sistema reprodutor mais desenvolvido. Geralmente, há apenas uma rainha por colmeia, onde produz cerca de dois mil ovos por dia.

Os principais órgãos sensitivos das abelhas são as sensilas (projeções de neurônios presentes nas antenas), peças bucais e pernas. Tais órgãos permitem que ocorra comunicação entre as parceiras de ninho, localização de alimentos e identificação de intrusos na colmeia.

Ecologicamente as abelhas são fundamentais na manutenção de diversas espécies, uma vez que são essenciais para a reprodução sexuada das plantas. Elas se destacam pela função de polinizadoras, sendo consideradas os insetos mais importantes a executar esse papel no ecossistema.

As abelhas também são importantes economicamente devido à produção de diversos artigos que são comercializados: geleia real, geleia comum, cera, própolis, pólen apícula e apitoxina (veneno de abelha). A polinização em si é extremamente importante economicamente e ecologicamente, fato visualizado quando há apicultura em conjunto com agricultura e/ou pomares, onde durante o ato de se alimentar, as abelhas acabam trocando pólens entre as plantas e assim as plantas são fecundadas e produzem frutas e sementes.

Não é aconselhável a coleta das abelhas indiscriminadamente, pois pode resultar na extinção de espécies. Também é importante que não ocorra cultivo de espécies raras ou em risco de extinção. É necessário que o apicultor tenha pelo menos 40 caixas de abelhas ou que faça o cultivo próximo de áreas que tenham colônias naturais, pois as abelhas são altamente sensíveis à endogamia. Apesar de todas essas necessidades, segundo o IBAMA, o cultivo de qualquer espécie de abelha da família Apidae é permitido em todas as regiões do país, exceto para aquelas espécies que estejam na lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção.

Caio Campos, Maiara Leite, Marcela Monteiro e Pablo Silva.

Deixe uma resposta