O RETORNO DOS MAMUTES

Há muito tempo na Sibéria em uma época denominada Pleistoceno, cerca de 45 mil anos, o ambiente era muito rico. Embora a temperatura variasse entre 4ºC e -30º C, os céus claros que produziam muitas horas de luz solar e chuva moderada possibilitava uma vegetação abundante composta de gramíneas, ervas e vários arbustos.

Nesse local viviam alguns animais, como por exemplo os mamutes. Eles eram bem grandes, com cerca de 3,4 metros de altura, aproximadamente 6 toneladas e possuíam uma camada grossa de pelos longos, o que os tornavam bem adaptados àquele clima frio. Porém a história desses animais teve seu fim há mais ou menos 11 mil anos atrás, quando houve a última idade do gelo. Duas versões para a extinção dos mamutes são contadas. A primeira delas é que os homens que conviviam com esses animais extinguiram grupos através da caça. Já a segunda versão é sobre a mudança climática, que fez com que a vegetação existente na época mudasse, tornando difícil a existência desses bichos.

Podemos colocar essas duas explicações juntas. Com a mudança repentina do clima, o padrão de vegetação mudou em todo o mundo, levando ao desaparecimento de vários mamíferos que se alimentavam apenas de plantas e de tipos particulares desse grupo. O que antes era predominado por clima muito frio e vegetação composta por gramíneas, ervas e arbustos, deu lugar a um clima mais quente e úmido com florestas restritas a um único tipo de vegetação. Sendo assim, a maioria desses animais morreu devido à falta de alimentação adequada e outra parte foi morta pelos humanos, tendo ao fim do processo o desaparecimento do grupo.

Mas não é o fim! Após milhares de anos alguns desses animais foram encontrados congelados e muito bem preservados contendo até pele e músculos. Nessas condições podemos encontrar o DNA dos mamutes que pode ser extraído e utilizado para fazer a clonagem e trazer esses animais de volta à vida.

                                     Mamute encontrado congelado. Fonte https://veja.abril.com.br/galeria-fotos/lyuba-a-mamute-de-40-mil-anos/. Acesso em 12 dez. 2017.

        Uma maneira de isso acontecer é por meio da colocação

do DNA dos mamutes em uma célula reprodutiva de elefante atual de forma artificial e depois implantar em uma elefanta, onde ocorrerá o desenvolvimento do animal. Porém, existem alguns fatores que podem impedir que isso aconteça.

Um empecilho está relacionado ao tamanho dos mamutes e dos elefantes. Isso porque uma elefanta não conseguiria sobreviver à gestação de um animal tão grande. Além disso, em aspectos gerais esses dois animais possuem características diferentes por não serem da mesma espécie e até mesmo por serem de tempos muito distintos.

As pesquisas ainda continuam e a busca para trazer esses animais de volta à vida não parou. Mas, mesmo que isso ocorra um dia, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas.

Onde habitariam? Qual seria seu alimento? Conseguiriam gerar descentes férteis? Qual seria sua relação com outros animais e ambiente? E por fim, valeria a pena ressuscitar esses animais? Qual o impacto disso para a história da vida na Terra?

Comparação de tamanho entre homem, mamute e elefante africanoFonte: https://tudolevaapericia.blogspot.com.br/2012/08/gigantes-congelados.html?m=1. Acesso em 12 dez. 2017.

Sávio Cunha Costa1, Lucas Souza Cortez1, Maria Clara Silva Borges1, Laís Miyuki Iwano Oda1, Thiago da Silva Marinho1, Mariângela Torreglosa Ruiz Cintra1, Mariângela Tambellini1         

¹Departamento de Ciências Biológicas do Instituto de Ciências Exatas, Naturais e Educação (ICENE) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), Uberaba (MG), Brasil. *Correspondência para saviocunhacosta@gmail.com.

 

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