Curiosidade: por que os pandas são pretos e brancos?!

Cientistas resolveram estudar o porquê dos pandas (Ailuropoda melanoleuca) apresentarem o padrão de coloração preto e branco. Isso já foi descoberto para as zebras, que utilizam a distribuição de suas listras como uma maneira de repelir insetos voadores que as picam. Mas e nos pandas? Qual a finalidade?

“O nome em chinês para panda significa urso-gato, mas há registros históricos de que a grafia significa comedor de bambu”.

No estudo, os pesquisadores fizeram a comparação das partes separadas do corpo do panda com outras espécies de urso. Os resultados encontrados apontam que as marcações servem para camuflagem e comunicação entre a espécie. A mistura entre a coloração preta e branca permite que o animal consiga se camuflar tanto na época quente quando na frio, já que habitam ambientes de florestas tropicais e também montanhas nevadas. Além disso, o padrão de cores facilita o reconhecimento entre os indivíduos da população. Orelhas escuras podem indicar ferocidade, e o preto ao redor dos olhos pode auxiliar na identificação entre eles e até mesmo significar agressividade em momentos de competição.

A camuflagem é de extrema importância para esses animais. Mas por que? A alimentação dos pandas é baseada praticamente em bambus. Sendo assim, sua reserva energética é limitada, não permitindo que consiga hibernar por longos períodos, como várias outras espécies de ursos. Diante disso, precisam estar ativos durante todo o ano, variando de habitats para a busca de seu alimento.

Medidas de conservação são amplamente aplicadas nesses animais, já que sua caça acontece com certa frequência. A principal finalidade da caça está relacionada com a comercialização da pele do panda, já que é muito valorizada no mercado asiático pra fabricação de casacos e cobertores.

Como resultado de ações conservacionistas, a espécies, que antes era dada como ameaçada de extinção, agora se encontra na lista de espécies vulneráveis. A intensificação de sua proteção é imprescindível para a melhora na classificação da espécie de acordo com seu risco de extinção e manutenção de suas populações no ambiente.

Rosana Mesquita é bióloga e mestranda em Manejo e Conservação de Ecossistemas Naturais e Agrários na Universidade Federal de Viçosa – Campus Florestal.